Dia desses tive que resolver umas coisas em Curitiba e aproveitei para dar uma passadinha em uma rua cheia de brechós para ver se encontrava alguma preciosidade. O que eu mais gosto de ver são os acessórios, e em um dos brechós encontrei essas duas bolsas que trouxe para casa por R$25 o par.
Comprei uma corrente nova e separei umas alças de bolsas velhas que eu já tinha para ver qual combinava melhor.
Dei uma limpadinha, troquei as alças das duas e estão prontas para serem usadas.
Coloquei apenas as fotos de como elas eram antes de trocar as alças, as fotos delas prontas não ficaram muito boas =/
"Os antigos acreditavam que a alma era imortal e que quando uma pessoa morria, sua alma viajava para um Além-Mundo, fosse subterrâneo ou uma ilha no mar, aparentemente um lugar agradável. Era chamado, dentre outros nomes, de Tir-na-nog, Terra da Juventude. Um refinamento dessa teoria contém um elemento de continuidade ao apresentar uma alma que retorna a esse mundo ao mesmo tempo que uma alma desse mundo viaja para o Além. (...)
Os celtas acreditavam que uma vez por ano, nos festejos de Samhain, quando 31 de outubro vira 1º de novembro, esse mundo e o Além se sobrepõem, e os habitantes de cada mundo podem visitar o outro.
Os cristãos, incapazes de erradicar tais crenças e seguindo sua política de adotar as ideias dos antigos, incorporaram o Samhain. O dia primeiro de novembro se tornou o Dia de Todos os Santos e a noite anterior, o Dia das Bruxas, quando os mortos se levantam, como no poema "Tam O'Shanter", de Burns." ARDREY; Adam, 2007, p. 90-91, grifo do autor.
3 No meeeeu teeempo quando fui comprar minha primeira camiseta de banda, que também foi do Doors, tive que me contentar em achar uma tosca da loja da esquina que na primeira lavagem desbotou e a estampa ficou toda partida. Esta da Renner a qualidade é ótima, e adorei a cor cinza.
4 "Não vos esqueçais que a Terra ama sentir os vossos pés descalços." Khalil Gibran
5 Uma grata surpresa ao perceber que pela primeira vez vejo brotar frutas que eu mesma plantei =D Um pé de araçá e um de framboesa.
Meu pai e minha mãe há alguns anos eram como os Dj's da época deles, faziam o som e as "playlists" nas festas das igrejas na redondeza da cidade, principalmente nas igrejas do interior. Acho que meu amor pela música deve ter começado ali, no meio das músicas caipiras, vanerão, gauchesco, tudo rolando no toca-discos que era ligado no sistema de som que saía nas cornetas amarradas em postes altos para mandar as músicas para cada cantinho do pátio em volta das igrejas. Antes dos meus pais se casarem, meu pai junto com meu avô fazia a alegria dos bailes de casamento. Os dois tocavam gaita, como chamamos por aqui no sul, em outros lugares do país chamam o instrumento de acordeon. Além disso, apaixonado pela música caipira, meu pai desde os tempos de solteiro fez programas para rádios AM, sempre incentivando novos talentos, alguns tão novos que mal conseguem segurar a viola. Mas a música nunca foi o ganha pão do meu pai, sempre foi apenas hobby. Depois de sair da roça, ele foi para cidade abrir seu próprio comércio, onde está até hoje, quarenta anos depois. Ele começou fazendo seu próprio aparelho de rádio, isso mesmo, com algumas peças vindas do curso por correspondência ele montou sozinho seu primeiro rádio. Então começou a consertar os rádios que eram a única opção de entretenimento da época (pelo menos ali na região onde ele morava) e montou sua oficina. Esses anos todos lidando com essa paixão pela música renderam muitas histórias que nunca canso de ouvir, e quando penso que já ouvi todas, felizmente em alguma tarde de domingo na hora do café, me surpreendo com algum novo causo. Adoro quando isso acontece.
Essa é a música de abertura do programa do meu pai no rádio.
Na minha casa sempre teve muitos, muitos discos de vinil. Alguns eram bons outros nem tanto. Mas o mais legal era ir procurando nos montes de discos espalhados pela casa algum que tivesse um nome ou uma capa legal, então eu colocava o disco para tocar e descobria se era bom ou não... E foi assim que eu descobri uma banda que eu gosto até hoje... Na verdade foi muito ao acaso, primeiro encontrei uma capa de disco sem nenhum disco dentro e sem nada escrito na capa, tinha apenas uma ilustração muito hippie de um carrinho que soltava flores pelo escapamento. Depois achei um vinil sem capa escrito "Crisis? What crisis?" então deduzi que aquele disco sem capa pertencia àquela capa sem disco. Mas não. Depois descobri que não tinha nada a ver. Mas combinou, então tudo bem. Depois descobri que aquele título não era o nome da banda, e sim o nome do álbum. A banda se chamava Supertramp, o estilo era rock progressivo e eu uma nova admiradora.
E daí que vai ter show do vocalista, Roger Hodgson aqui na minha cidade hoje e eu não tenho grana. Participei de uma promoção da rádio rock mas como não tenho sorte para essas coisas, resolvi fazer um post com minha música preferida para a ocasião não passar em branco. *Tentei achar o disco e a capa para ilustrar a estorinha, mas como minhas coisas estão encaixotadas, não consegui encontrar, vai uma do google mesmo.